| GT Trindade-Juatinga - Contexto |
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A região foco deste estudo será a área compreendida entre a Ponta da Trindade e a Ponta da Juatinga, municÃpio de Paraty. Esta região está inserida na BaÃa da Ilha Grande, localizada no extremo sudoeste do Estado do Rio de Janeiro (22°50´/23°20´S e 44°00´/44°45´W). A diversidade de ambientes da região, incluindo ecossistemas de florestas, rios, mangues, estuários e costões, com fronteiras e efeitos de borda nÃtidos, sugere uma complexa conexão entre os mesmos, caracterizando uma alta diversidade de espécies. Tal conexão é vital em termos de ciclagem de nutrientes, ciclo de vida das espécies e funcionamento dos diversos sistemas naturais, tornando o manejo e conservação dos recursos locais um desafio. A BaÃa de Ilha Grande é considerada área prioritária para a conservação da biodiversidade das zonas costeiras e marinhas, possui área de 2.134 km², que abriga uma grande beleza paisagÃstica e uma rica fauna e flora, que se situa entre as duas maiores metrópoles da América do Sul, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. O uso conflitivo dos recursos naturais, vem acarretando uma progressiva degradação de grande parte de suas potencialidades de geração de riquezas e emprego. A dinâmica econômica e as formas de uso do solo da região da BaÃa da Ilha Grande sofreram alterações significativas a partir do final da década de 1970, com a construção da rodovia Rio-Santos, para servir como alternativa à Presidente Dutra e com o propósito, secundário, de estimular o turismo nessas regiões. A abertura dos acessos a essa parte do litoral brasileiro ocasionou transformações em ritmo acelerado, sem planejamento adequado, caracterizadas pela urbanização da paisagem e a implantação de atividades turÃsticas, a especulação imobiliária e o deslocamento de populações. O equilÃbrio entre o turismo e os aspectos ambientais e culturais das áreas onde este ocorre é crÃtico. Se o meio ambiente e as culturas locais são impactadas, ou se o fluxo turÃstico é incipiente ou inadequado, perde-se um importante fator de motivação para a proteção e conservação dos patrimônios ambiental e cultural. A atividade turÃstica constitui uma das principais fontes de desenvolvimento regional sustentável, com efeitos positivos sobre a geração de emprego, renda e qualidade de vida. No entanto o desenvolvimento sustentável requer ações para reduzir as pressões destrutivas sobre o ambiente, sobre a integridade cultural e qualidade de vida da população local. O ordenamento do uso dos recursos culturais, naturais e cênicos, dentro dos princÃpios da sustentabilidade, deve buscar diretrizes que permitam uma relação equilibrada e harmoniosa entre Turismo x Meio Ambiente x Comunidades. A proposta de ações direcionadas para o desenvolvimento do turismo sustentável necessita apoiar-se em estudos que avaliem seus impactos positivos e negativos, dimensionando, de forma sistêmica, as variáveis econômicas, sociocultural e ambiental. Para ser consolidar como atividade sustentável, o planejamento do turismo na região deve ser integrado com o desenvolvimento local, envolvendo a participação ativa das comunidades locais, a fim de alcanças seus objetivos sustentáveis e princÃpios pressupostos. Para a elaboração deste estudo será adotada a abordagem metodológica de micro-bacia hidrográfica como unidade de análise, considerando a dinâmica da mesma, nos âmbitos fÃsico, biótico e socioeconômico e suas relações. Pretende-se desta forma desenvolver ferramentas e procedimentos de gestão, centrados na qualidade (saúde) ecológica, através da compreensão e análise do funcionamento e dinâmica da bacia hidrográfica e a relação entre o uso e cobertura do solo e ecossistemas costeiros, através da proposição de Ãndices e indicadores de sustentabilidade apoiado no uso de geotecnologias. |