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A Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul foi criada em 1981 através de Decreto Estadual 4.972, com área de 3.600 ha, e encontra-se na face sudoeste da Ilha Grande. A RBPS abriga cinco ecossistemas naturais: mata de encosta, manguezal, restinga, lagunas (com campos inundáveis em seu entorno) e costões rochosos.
As praias e lagoas de Sul e de Leste, o rio Capivari e a vegetação exuberante formam o conjunto mais bem preservado do Estado. Além dos atributos naturais, a RBPS protege sambaquis e sítios arqueológicos dos antigos habitantes da região, conhecidos como “fabricantes de machados da Ilha Grande”.
Além das praias de Sul e de Leste, esta Reserva Biológica protege as praias do Demo, dos Meros e do Aventureiro.

Na vila do Aventureiro há uma comunidade com aproximadamente 120 pessoas, muitos estão lá desde que nasceram e hoje em dia boa parte vive do turismo. Está em trâmite um processo para a criação de uma RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) na vila.
A sede da Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente – INEA –, encontra-se na Vila do Aventureiro, que possui um limite de visitação de 560 pessoas/vez. Em sua área é permitida a pesquisa científica e atividades de cunho educacional, quando autorizadas previamente e acompanhadas pela equipe do INEA.
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O ILHOTE
“Há cerca de três mil anos, um grupo de pescador, coletor e caçador se apossou de um pequeno morro – hoje denominado Ilhote do Leste. Essa comunidade e seus descendentes permaneceram no Ilhote do Leste por algumas centenas de anos, o que gerou quase três metros de acúmulo de material arqueológico composto de restos alimentares, artefatos e sepultamentos (sambaqui). O estado desses vestígios permitiu reconstruir seu cotidiano. O ponto escolhido para a fixação não poderia ser mais estratégico, estando o Ilhote do Leste situado bem no centro de um grande anfiteatro, formado por montanhas, planícies e praias. De cima do morrote, provavelmente era possível vigiar tanto os inimigos, a entrada de cardumes e quando o mar estivesse muito forte para pesca ser feita nas lagoas, que não distavam mais de quinhentos metros do ilhote. (trecho extraído do livro Ilha Grande: do sambaqui ao turismo. Org: Rosane Manhães Prado. Editora UERJ).
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Nova Trilha do Sundara
A equipe da REBIO fez um excelente trabalho para melhorar a trilha que vai até o Pico do Sundara. Antes a trilha começava atrás da sede da RBPS, sem sinalização e passava pela captação de água de algumas residências, gerando problemas para a comunidade, com a quebra dos canos de captação. O tempo estimado de trilha era de 30 minutos, sua dificuldade era grande, o que impedia sua visitação.
Após o trabalho, a trilha ficou longe da captação d’água, diminui-se o tempo de caminhada e o número de obstáculos, isso resultou no aumento do número de pessoas que visitam o Pico para contemplação da Reserva. Devemos lembrar que com a intensificação no monitoramento do Costão e nas Praias do Sul e Leste, o turista ficou mais tempo na Vila do Aventureiro e com isso a freqüência de visitação ao Sundara aumentou e a própria comunidade voltou a freqüentar este ponto esquecido.
Atrativo: contemplação da Reserva com as praias, lagoas, ilhote e a Serra da Parnaioca. Ponto de referência do começo da trilha: caminho do cais para Vila. Tempo estimado e grau de dificuldade: 15 minutos/leve.
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Nosso símbolo

Este é o nosso símbolo. Foi idealizado pensando num animal presente na localidade e também na vegetação de mangue.
A lontra (lontra longicaudis) é um carnívoro de hábitos noturnos, dorme de dia na margem do rio e acorda de noite para buscar alimento. Faz parte da lista de animais ameaçados de extinção principalmente pelo fato de seu habitats serem destruídos. Alimenta-se de peixes, crustáceos, répteis e pequenos mamíferos.
O manguezal - À primeira vista e aparentemente pobre e pouco diverso o manguezal é um dos mais produtivos ecossistemas do planeta. É um ambiente extremamente ameaçado pela destruição. As espécies dominantes são Rhizophora mangle (mangue vermelho), Laguncularia racemosa (mangue branco) e Avicennia schaueriana (mangue siriúba) e diversas espécies da família Bromeliaceae.
Vivem ou nascem no manguezal muitas espécies de animais tais como: crustáceos (caranguejos, camarões), peixes, mamíferos, aves, moluscos, etc. São filtros biológicos de sedimentos, evitam a sedimentação das regiões estuarinas, preservam o perfil geomorfológico e fixam a paisagem.
Para ler na integra acesso o site :
http://www.inea.rj.gov.br/news_ilhote/news_ilhote_001.html
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