| Agência Global para o Meio Ambiente poderá surgir da Rio+20 |
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“A Rio +20 não será um sucesso se não propusermos uma reforma da governança mundial e o reforço do seu pilar ambiental”, enfatizou Nathalie. “Os vinte anos que seguiram após a Eco 92 não apresentaram avanços significativos em direção à sustentabilidade do modelo atual de desenvolvimento.” O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNMA), braço das nações unidas para assuntos ambientais criado na Conferência de Estocolmo, em 1972, não tem a força que uma agência global teria, além de possuir um orçamento voluntário e apenas 58 membros em seus quadros. O embaixador francês Jean-Pierre Thebault, encarregado de temas ambientais, considera que falta ao mundo uma agência deste porte para tratar de meio ambiente: "A OMC (Organização Mundial do Comércio) trata do comércio, a OIT (Organização Internacional do Trabalho), dos aspectos sociais, mas falta o pilar ambiental", explicou. "Na questão ambiental, há mais de 500 acordos e convenções sem coordenação entre si. É uma selva", disse. A nova agência auxiliaria na implementação de padrões ambientais globais, mas seria mais poderosa que o PNMA. Segundo Nathalie, o órgão lutaria contra o dumping ecológico - produção que não paga pelos estragos ambientais - e aplicaria sanções. |