Mortalidade de botos cinzas na Baía de Sepetiba preocupa ambientalistas


Somente em 2015, o Instituto Boto Cinza recolheu carcaças de 70 botos na Baía de Sepetiba e mais 30 entre as baías de Ilha Grande e Guanabara.

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Instituto Boto Cinza monitora as populações de botos na Baía de Sepetiba
Imagem: Instituto Boto Cinza / Divulgação

A mortalidade dos botos cinza nas baías costeiras do Rio de Janeiro tem sido fator de preocupação do Instituto Boto Cinza. Somente em 2015, seus representantes recolheram carcaças de 70 botos na Baía de Sepetiba e mais 30 entre as baías de Ilha Grande e Guanabara.

A continuidade do trabalho está em risco devido à falta de patrocínios. Ao apontar os problemas ecológicos marinhos, o Instituto Boto Cinza acaba indo de encontro aos interesses das grandes empresas. Sem recursos, o monitoramento fica precário: mais de 10 denúncias de avistamento de carcaças de botos não puderam ser verificadas no ano passado. Um prejuízo que dificulta, por exemplo, identificar as principais causas das mortes e mapear os grupos mais vulneráveis: machos ou fêmeas, adultos ou filhotes.

O trabalho é realizado em parceria com a UERJ, onde a necropsia é feita pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (Maqua). Mas sem verba, é possível que o Instituto precise fechar sua sede e o seu museu em breve, espaços que são também importantes para o esforço de sensibilização ambiental junto às escolas.

- Confira a matéria da TV Brasil, com produção de Léo Rodrigues e reportagem de Maurício de Almeida: